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TSE defende urnas eletrônicas após insistência de Bolsonaro em pedir voto impresso em 2022

TSE defende urnas eletrônicas após insistência de Bolsonaro em pedir voto impresso em 2022

access_time 8 meses ago

O ministro Barroso afirmou que o Brasil vive uma crise financeira sem precedentes e registra recordes de mortes devido à Covid-19 e que essa não deveria ser a preocupação prioritária de qualquer governante neste momento

Em meio à insistência do presidente Jair Bolsonaro em defender o voto impresso nas eleições de 2022 e em acusar de fraude o atual sistema de votação, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) lançou uma campanha para exaltar a “segurança, transparência e auditabilidade” da urna eletrônica.

O chefe do Executivo tem afirmado com frequência que não confia nas urnas e, nesta sexta-feira (14), disse que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) só vencerá o pleito do ano que vem “na fraude”.

Em coletiva para lançar a campanha do TSE, o presidente da corte, ministro Luís Roberto Barroso, afirmou que o Brasil vive uma crise financeira sem precedentes e registra recordes de mortes devido à Covid-19 e que essa não deveria ser a preocupação prioritária de qualquer governante neste momento.

O magistrado também fez uma analogia com os Estados Unidos e afirmou que as mesmas pessoas que pedem voto impresso no Brasil defenderam o ex-presidente Donald Trump e acusaram os americanos de fraudarem as eleições americanas do ano passado.

Diante desse raciocínio, segundo Barroso, a mudança do sistema brasileiro seria “inútil”.

“É um discurso político. Nos Estados Unidos havia voto impresso e boa parte das pessoas que defende isso no Brasil afirmou que houve fraude nas eleições americanas. Portanto, ficaríamos no mesmo lugar”, disse.

O ministro também questionou a quem interessaria fraudar as eleições e listou vários ministros que presidiram o TSE, indicados por diferentes presidentes. “Tenho dificuldade de entender qual é a teoria conspiratória”, afirmou. O voto impresso, que é uma bandeira de Bolsonaro, já foi declarado inconstitucional por unanimidade pelo STF (Supremo Tribunal Federal) em duas ocasiões, em 2018 e em 2020.

Talvez o tema volte à pauta do Supremo em breve. Eleito para a presidência da Câmara com apoio de Bolsonaro, o deputado Arthur Lira (PP-AL) tem defendido a mudança no sistema de votação. “Nós queremos votar e ter a certeza de que esse voto é confirmado da maneira com que a gente colocou”, disse Lira.

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